<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="WordPress/MU" -->
<rss version="0.92">
<channel>
	<title>rasuras</title>
	<link>http://rasuras.wordpress.com</link>
	<description>9 meses de duos poéticos</description>
	<lastBuildDate>Wed, 06 Jun 2007 23:41:12 +0000</lastBuildDate>
	<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
	<language>pt-br</language>
	
	<item>
		<title>௮</title>
		<description>foram as catarses ditas infiéis
que fizeram o inferno do céu ao meio-dia
um tombadilho a queda uma alforria
de ventos soprando a vida um segundo
para a frente

quem teme o corpo livre no espaço?
tudo já foi dito ou há esperança?
o amanhã é laranja ou acidentado?
quem sabe mais do que quem sobre tudo?

em ângulos ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/26/548/</link>
			</item>
	<item>
		<title></title>
		<description>falo 

como um

como ele

como ela

como todos

e nenhum
(Ana Peluso)
                                        </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/22/544/</link>
			</item>
	<item>
		<title></title>
		<description>a vida é tanto precária ante o raiar do sol
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/19/539/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Esboço de Mattogrosso</title>
		<description>
GERALD THOMAS
&#160;

&#160;

Ilustração de Gerald Thomas
mais Gerald em http://www.geraldthomas.com/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/17/esboco-de-mattogrosso/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de(s)compromisso</title>
		<description>
&#160;
&#160;

aceito.
não decido
se parto
ou se fico 
&#160;
(Ana Peluso)
&#160;
 </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/17/descompromisso/</link>
			</item>
	<item>
		<title>URDiDURA</title>
		<description>a boca é

chama

e teus seios planejam um ataque
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/14/urdidura/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Momento &#8216;I remember&#8217;</title>
		<description>Mesmo descobrindo que eu me sinto uma 'anti-pátrias' (anti-patriota seria outra coisa), não dá pra negar que a cultura de um povo é infinitamente superior a qualquer tipo de bairrismos,  apartheids, colonizações e globalização. E para provar que sou retrô mesmo, taí.
A primeira aparição do Zé Carioca, nos anos ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/12/momento-i-remember/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Alienada</title>
		<description>
VERA BASILE 

 Ilustra da Vera Basile feita para o texto abaixo. </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/12/alienada-2/</link>
			</item>
	<item>
		<title>s/ título</title>
		<description>VERA BASILE
&#160;


pintura da Vera Basile que caiu como uma luva para o "de raspão" de hoje
mais Vera em http://www.verabasile.blogspot.com/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/10/s-titulo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>A NÁUSEA</title>
		<description>a flor que nasceu feia
mas flor
furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio
 
a flor se perpetuou
 
proliferou-se, pálida
em maldição
 
mora no mundo e nas casas
nas coisas e nas pessoas
 
esfumaça-se no éter
perpassa a argamassa, a carne, ossos
o coração
 
mente!
 
não ilude nem a um santo
 
e sem alarde
pétala ante pétala
faz-se objeto-
testemunho anarquista
do ódio de ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/04/01/a-nausea/</link>
			</item>
	<item>
		<title>mergulhando no romance</title>
		<description>é como cobra-viva

o sentimento de não pertencer à palavra

estar aquém dela

e ao mesmo tempo ser tão comum

tão comum

que a dor correu o corpo todo

no momento certo
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/30/mergulhando-no-romance/</link>
			</item>
	<item>
		<title>a felicidade</title>
		<description>estava ali, e não podia ser tocada

estreita, à mão

pequena, pouca, rara
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/29/a-felicidade/</link>
			</item>
	<item>
		<title></title>
		<description>
LEILA LOPES
&#160;

&#160;

foto de Leila Lopes, mote para o poema de hoje
mais Leila Lopes em http://leiluka.fotoblog.uol.com.br/index.html
&#160; </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/26/480/</link>
			</item>
	<item>
		<title>a limpo</title>
		<description>você, vadia
expôs nossa vida no varal
pendurou as suas renúncias
na  forma das vestes suas
sujas de sangue e de sêmem

e agora pergunta a  todos
porquê eu olho para cima
quando passo na sua frente
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/26/a-limpo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>da série: ONDE É O HORIZONTE?</title>
		<description>sempre parto. sem a noção do porto
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/13/da-serie-onde-e-o-horizonte/</link>
			</item>
	<item>
		<title>desfecho</title>
		<description>o silêncio diz nada ao tímpano

e o tímpano nada no silêncio
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/11/330/</link>
			</item>
	<item>
		<title>BAFEJO</title>
		<description>a palavra aceita os vestígios do sal. como um nervo , respira. para teu olho , a claridade é tão distante
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/10/bafejo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>BATISMO</title>
		<description>perseguir o poema. clarão que consente o vôo.
nascente de carnes (sob a mordaça)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/06/batismo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>reinos da incerteza</title>
		<description>o silêncio vela a linguagem das figuras
a dúvida absoluta
e a lembrança do seu rosto                que eu finjo ver
numa taça de Dry Martini
                                        imaginário
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/06/reinos-da-incerteza/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DIÁLOGO</title>
		<description>acato teus murmúrios (viu) morena ungida no orvalho das laranjas. Leve para o fundo do mar esta penca de angústia e traga um caçuá de pérolas dignficando o poema ou quem sabe um repentino sentimento de flor
(Maria Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/05/dialogo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>eco</title>
		<description>nenhum livro casco móvel

e todas as árvores do mundo
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/03/04/eco/</link>
			</item>
	<item>
		<title>PEREGRINAÇÃO</title>
		<description>ergueu-se da cama como pássaro. pacífico. primeira atitude: descerrar o antigo clamor das lágrimas
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/28/peregrinacao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>RESMUNGOS</title>
		<description>toma este
aboio.
                (calejado)

aceite o orvalho original
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/25/resmungos/</link>
			</item>
	<item>
		<title>palavra</title>
		<description>linha artífice

do coração
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/23/palavra/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Lápis Horizontais</title>
		<description>
CHICO QUEVEDO


Ilustração de Chico Quevedo, mote para os poemas de hoje.
Mais Chico em: http://artegallerybychicoquevedo.nafoto.net/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/23/lapis-horizontais/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ARENGA</title>
		<description>a carne

                        , de tão reclusa,

inventou-se
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/23/arenga/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MAIS ALéM</title>
		<description>
 
&#160;
a manhã não depende de palavras
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/19/mais-alem/</link>
			</item>
	<item>
		<title>BERADA</title>
		<description>aqui é o sertão. inteiro. brabo. as crianças ainda brincam nos terreiros. no rio daqui a água acolhe os peixes. o vento espanta o eco dos aflitos, dos deserdados. as meninas morenas. lúdicas. sorriem por inteiro. será engano? seus peitos reluzem, como flor andaluz. de longe me acenam com seu ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/17/berada/</link>
			</item>
	<item>
		<title>LIÇÃO</title>
		<description>como ficar indiferente?

teu peito rente
a fome
do dente
&#160;
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/13/licao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MORMAÇO</title>
		<description>falo da seca, requisitando covas.

o tamanho do corpo não tem importãncia
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/08/mormaco/</link>
			</item>
	<item>
		<title>3 motivos</title>
		<description>quatro cantos

cinco sentidos

todas as intenções
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/08/3-motivos/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de Pemba</title>
		<description>(...) despertou

com flores no monturo.

o pássaro entendeu o recado
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/05/de-pemba/</link>
			</item>
	<item>
		<title>FACHO</title>
		<description>nos quintais de icó, a cascavel-de-quatro-ventas virava rodilha  com o consentimento do veneno.            guizo enfezado. bote armado.     ali

                                         , sob o mormaço,    assisti a próxima insônia

                                                                         como um menino calado
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/02/facho/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ESPECIAL 1 ANO DE GIRAPEMBA - 12 POETAS</title>
		<description>
aPresente.ação de Ana Ramiro
Em comemoração a um ano de existência do blog Folhas de Girapemba, a poeta Ana Ramiro vai dedicar o mês de fevereiro à publicação de 12 poetas que, na visão dela, começam a se destacar no cenário literário brasileiro.
Esse povo que abusa da façanha de cristalizar infinitas ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/02/02/especial-1-ano-de-girapemba-12-poetas/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MANTra</title>
		<description>rezou a noite
inteira

       .                 era o próprio medo

   
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/31/mantra-2/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de erótico</title>
		<description>
 
E . N . T . R . E - mouse s/ tela de Ana Peluso, 2003
                                               

                                               

e os seios ali
.
querendo um batismo
                                    indecifrável

anular toda castidade
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/17/de-erotico/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ICÓ</title>
		<description>de agora em diante
batizo teu mapa de flor
                                  acuada
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/13/ico/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MURMÚRIO</title>
		<description>teu olho
é claridade

                  feito
                  terra
                  (onde reino)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/10/murmurio/</link>
			</item>
	<item>
		<title>até</title>
		<description>todo
olho
é
um precipício

(ninguém mede o orvalho)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/09/ate/</link>
			</item>
	<item>
		<title>porto</title>
		<description>nas frestas do teu peito
, ainda ,
cabe o meu consolo
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/08/257/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MALDIÇÃO</title>
		<description>maravilhosa,
que o quadro contrastante feito de luz e sombra assombra a si mesma
que dizer eu te amo à pessoa amada, ou não, não amarga esse vulto à sua volta
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/07/maldicao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de casar</title>
		<description>fui me construindo
por cima de pau e pedra
e
continuo com os olhos arregalados
( e com uma faca  insone )
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/05/de-casar-2/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de fogo</title>
		<description>florir-se

(até no asfalto)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/03/de-fogo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ano novo</title>
		<description>ovo
clara, gema e cuia
bater, bater, bater
até não doer mais
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/02/ano-novo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de novo</title>
		<description>sou um esperma reincidente
entro e saio, entro
e saio novamente
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/02/de-novo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>2007</title>
		<description>não renove  as feridas
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2007/01/01/2007/</link>
			</item>
	<item>
		<title>instrumentais de estamira</title>
		<description>os caninanos. tudim atropelado. o barro do coração fica maltrapilho nas veredas onde a solidão intusmece a dor e eu fico irmanado com os mais deserdados
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/30/instrumentais-de-estamira/</link>
			</item>
	<item>
		<title>faísca</title>
		<description>a carne
é juramento de
verdades
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/29/faisca/</link>
			</item>
	<item>
		<title>alarme</title>
		<description>
cuidado
.

carrego

o rancor

dos

insones
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/28/alarme/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ADJuTÓRio</title>
		<description>é prece.
             livre porque
             é parte da luz.
 
             é bença
             
o perfume
não quer pressa
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/22/adjutorio/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ACOiTADOS</title>
		<description>a estrada que liga o esquartejado município de jati  a desconjurada icó é tão comprida como um agouro sem pátria.                         transporta a grande fadiga dos retirantes         ou romeiros        ou penitentes.        se preferir, miseráveis  calcinados de pus                  no roteiro surgem tantos casebres carcomidos de incertezas               tantos meninos de costelas expostas  sob ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/20/acoitados/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ENGASGO</title>
		<description>inútil. como carta extraviada
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/19/engasgo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>aTrEvImENtO</title>
		<description>e palavra a palavra
não aceito a inquisição
do veneno
roendo
                  o calor do abraço
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/18/atrevimento/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Eu.</title>
		<description>não tenho
recursos
           para me
           explicar
 
           sou errante
           (como um sentimento acuado)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/16/eu/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESENGASGO</title>
		<description>arrancar
o   asfalto
 
o chão é anterior
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/15/desengasgo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de(s) engasgos</title>
		<description>arrancar o asfalto;
mais fundo

  

arrancar as pedras;
mais fundo

  

arrancar a terra;
mais fundo

  

arrancar o chão

  

  

encontrar, enfim,
a leveza do caminho
&#160;
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/15/desengasgo_ana/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de TÚNICA</title>
		<description>quem é esta
             carne
             ?
brasa inteiriça, de
tão alumiosa
 
facho de fêmea
é floreio          (no deserto da boca)
 
como despir a jade?
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/13/de-tunica/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Mulheres Musicais</title>
		<description>
ANA LUISA KAMINSKI


pintura de Ana Luisa Kaminski -  mote para os poemas de hoje.
mais Ana Luisa em http://www.luisakaminski.nafoto.net </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/13/mulheres-musicais/</link>
			</item>
	<item>
		<title>para uma CABROCHA (vivente do SERTÃO)</title>
		<description>ei:                 me arranca
                     dos
                     escombros
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/11/para-uma-cabrocha-vivente-do-sertao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>PERsPECTIva</title>
		<description>a flor
    , também,
contempla
veneno
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/09/perspectiva/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de EXÍLIOS</title>
		<description>como descrever o ceará? . como dizer da terra  luminosa?
                                 relincho
                                 de  saudade
ergo o teu nome
de flor descamada.
                                   tal distância.
                                   tal desamparo
                                       (eis uma lágrima , que mutila)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/08/de-exilios/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Memorando de saudade</title>
		<description>tortura
a
dor

satura
a
cor

inaugura
o
amor

          e vê se pára com essa
          frescura
          de sumir por aí
          como se fosse só
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/08/memorando-de-saudade/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ALARIDOS  para ESPERAR  a próxima SECA</title>
		<description>bendito   milagre   capela
romaria   vela   procissão
lapinha   devoto   sentinela
ladainha  batismo   oração
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/07/alaridos-para-esperar-a-proxima-seca/</link>
			</item>
	<item>
		<title>antes, dê-me a mão</title>
		<description>use a brasa de  teus seios
                - arfantes - 
o fervor de tua bendita boca
                    - órfã -
use a carícia de teus cabelos
                       - sonoros -
 
 e que sempre requisitei.
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/06/antes-de-me-a-mao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESCABACEIRA</title>
		<description>por longas horas permaneceu cabisbaixa. roída (para sempre?) no batente da porta sem tramela.              os pensamentos eram aguaceiros barrentos.          até quando?                  tudo era inclemente  como a mentira do inverno.   esperança era ave de arribação.                 os homens daquela vila não passavam de trastes andantes e sua buceta não era cacimba para ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/05/descabaceira/</link>
			</item>
	<item>
		<title>sobre ela</title>
		<description>Presa. Estava presa como uma idéia à uma estrutura de um romance. Gélida, como o retrato de Dorian Gray por trás daquela camuflagem negra. Atos criminosos são sempre, mesmo, muito comestíveis. E do ponto de vista da alimentação, estar presa é algo bastante inusitado, já que pouco se alimenta aquele que está ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/05/sobre-ela/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESERANÇA</title>
		<description>sim . o olho é um porto peregrino. uma perdição. nenhum mapa alcança . tremula feito vento  que desertou.
                           quer uma bença.          uma reza nova.          quer desbastar todas as tiranias impostas pelo pai (e a pátria referendou) em nome de que?.
                                 quer ir embora.            como a água das goteiras
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/12/04/migracao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de lonjuras</title>
		<description>acordei
com  tua voz
                     , ainda retendo
                                 dores.
 
vamos. não esconda
a primavera.
não esconda o diamante
                                      que me conduz.
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/29/de-lonjuras/</link>
			</item>
	<item>
		<title>SEGUNDA NOVENA</title>
		<description>tinha um sorriso
               fugidio
. diluído na tarde
de  soluços.
 
como escapar da
ressureição dos
                           punhais ?
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/28/segunda-novena/</link>
			</item>
	<item>
		<title>do inesgotável</title>
		<description>a sede
é um labirinto
                (sem pote)
&#160;
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/27/do-inesgotavel/</link>
			</item>
	<item>
		<title>onde</title>
		<description>(...) outrora
                    reli
o regimento das
conchas marinhas
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/27/onde/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Rubro</title>
		<description>é teu sangue
 
( viagem
de
precipícios )
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/26/rubro/</link>
			</item>
	<item>
		<title>De fluorescências estelares</title>
		<description>sim anaLuísa: tem uma seleção de dores. e todos os estilhaços atados a saliva. sim ana; tem o desencanto que o asfalto crava (sem pedir perdão) é bem verdade. tem também a bença do arco-íris, o estalo da longínqua estrela varando teu coração machucado. tem a essência dos córregos a ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/25/de-fluorescencias-estelares/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MATURI</title>
		<description>parte final

(...) quando o ônibus partiu mastiguei um longo vento amargo diante das lágrimas de mãe que lentamente se esfacelavam no cimento sujo da rodoviária
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/24/maturi-5/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MATURI</title>
		<description>parte quatro

(...) duce e dalva apareceram vestidas de carmin , vistoso na beira do coração e de maneira acolhedora colocaram , sobre as alpercatas gastas, uma pequena flor de cansanção para eu suportar a vertigem da viagem até são paulo
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/23/maturi-4/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MATURI</title>
		<description>parte três

(...) no dia quinze de março do ano noventa sai de casa com uma mala de pregos retorcidos. contendo quatro calças remendadas, um livro de dostoievski e uma banda de rapadura preta pisada com farinha caruçuda
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/21/maturi-3/</link>
			</item>
	<item>
		<title>reles mortal</title>
		<description>duplo.
triplo.
e
não alcança
o pico.
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/21/reles-mortal/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MATURI</title>
		<description>parte dois

(...) o sonho das pétalas virava molambo na mão dos opressores. queria partir. estraçalhar a indigestão das lágrimas. receber o assopro de plantações distantes. na pequena icó(ce), não cabia o amanhecido perfume das cacimbas. o vôo da rolinha fogopagô, a infância das hortelãs, o sereno da noite.
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/18/maturi-2/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MATURI</title>
		<description>parte um

meus olhos queriam cutucar os confins do mundo. não tinha cabimento continuar esfolando os pés no beco do urso. o coração desbotado pedia um rosário de esperanças para banir aquela infâmia. nos ricos sobrados da rua central , meu aboio era esfaqueado a olho nu.
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/17/maturi/</link>
			</item>
	<item>
		<title>notícias de mabóia</title>
		<description>alta

magra

murrinhenta

sulamericana

dá à luz

a calmaria

(Ana Peluso,
da série inacabada "Poemas de Dicionário",
* 2003 ) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/17/noticias-de-maboia/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DIGO.</title>
		<description>teus olhos são
desse tempo

tem brilhos
e entra em acordo com a salmoura
( mais cruel )
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/16/digo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>SIM</title>
		<description>o encanto das
brasas
( também )
é minha
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/15/sim/</link>
			</item>
	<item>
		<title>carece um batismo de fogo</title>
		<description>. o amor
é um
desencontro

(é mordaça. é um sem
fim)

vestido
feita as avessas.

desproteção
(para um iniciante, como
eu)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/14/carece-dum-batismo-de-fogo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Camus</title>
		<description>"Há crimes de paixão e crimes de lógica. O código penal distingue um do outro, bastante comodamente, pela premeditação. Estamos na época da premeditação e do crime perfeito. Nossos criminosos não são mais aquelas crianças desarmadas que invocavam a desculpa do amor. São, ao contrario, adultos, e seu álibi é ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/14/camus/</link>
			</item>
	<item>
		<title>CONTOS SEXUAIS</title>
		<description>(...) urge
.devasta meus territórios
. planta as
sílabas do precipício
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/14/contos-sexuais/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de jura</title>
		<description>não mostre o que é seu.  é seu código. sua artéria de ouro
seu barco
             ( onde as borboletas cavalgam sem ânsia)
 
seu mapa tem o hálito da terra distante.
 
são
vestes
            da aurora
(Mario Cezar)
 </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/13/de-jura/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESVALIDO</title>
		<description>
leiluka:       
 
quanto ao meu poema
                     (apenas âncora)
inútil como uma carta extraviada
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/12/desvalido/</link>
			</item>
	<item>
		<title>s/ título</title>
		<description>
LEILA LOPES


fotografia de Leila Lopes, a Leiluka. -  mote para os poemas de hoje
mais Leila em http://leiluka.fotoblog.uol.com.br/index.html </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/12/170/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DUVIDO</title>
		<description>nenhuma escrita
diz o
instante da flor
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/12/duvido/</link>
			</item>
	<item>
		<title>a CARNE  é INSUBMISSA (como o poema é VÔMITO)</title>
		<description>queria partir. estraçalhar a indigestão das lágrimas
receber o assopro
de
plantações distantes. quando o ônibus partiu
mastiguei um longo vento amargo
                                diante das lágrimas de mãe
que lentamente se esfacelavam no cimento
sujo da rodoviária
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/11/a-carne-e-insubmissa-como-o-poema-e-vomito/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de QUANDO a VERDADE FAÍSCA</title>
		<description>quando digo cama
entenda
                priquito.
em relincho.
em fôlego.
em fenda
                      apartada no pau
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/10/de-quando-a-verdade-faisca/</link>
			</item>
	<item>
		<title>asa miúda</title>
		<description>... quando o café era socado no pilão de madeira cicatrizada( às três da tarde), o magneto da terra eriçava as miudezas do meu corpo de menino. vó dizia que o tremor da pele era o ronco da caipora protegendo o nascimento do sangue
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/10/asa-miuda/</link>
			</item>
	<item>
		<title>brincando de electra,</title>
		<description>e aficcionada, morde

  a mãe
  que
  morde

o pai
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/09/electra/</link>
			</item>
	<item>
		<title>FERRÃO</title>
		<description>robaro o mar. o amor. robaro o hálito da terra. robaro os atalhos. as encruzilhadas. os arcanjos. robaro as setes noites. noites e todos os candelabros. robaro o frescor das hortelãs. robaro aquele frasco de cinzas dormidas. robaro a melodia do gozo. ainda tenho a faca. serei trincheira. guardo estrelas ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/08/ferrao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>É PARTE</title>
		<description>sou parte
da ventania
que alcanço 
 
(e me desperta)
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/07/e-parte/</link>
			</item>
	<item>
		<title>nós dois</title>
		<description>somos da mesma

sílaba.

carne a carne

ofício de água  esquecida
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/06/nos-dois/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ANTOLOGIA</title>
		<description>posso concluir o

primeiro beijo

?
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/06/antologia/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de chocalho</title>
		<description>quem

argumenta melhor

do que a flor?
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/05/de-chocalho/</link>
			</item>
	<item>
		<title>INSOLAÇÃO</title>
		<description>sempre perguntando:

- ei, o que é um gozo?

morreu cego
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/04/insolacao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>que o</title>
		<description>a ternura
é um
                  desencontro?
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/03/de-voce-que-nao-se-ve/</link>
			</item>
	<item>
		<title>E AGORA?</title>
		<description>nunca me atrevi
as coisas
do amor

( nasci escondido )
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/11/02/e-agora/</link>
			</item>
	<item>
		<title>NOVENA</title>
		<description>e o coração pedia um
simples
carinho aquecido
 
.              sobrevive?
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/31/novena-2/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ISTO É UM POEMA OU UMA CHIBANCA</title>
		<description>envio este poema  como quem

revela a primeira lição de

liberdade
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/30/isto-e-um-poema-ou-uma-chibanca/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MEMÓRIA</title>
		<description>meu livro é

uma arquiteura

de

coisas esquecidas.
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/30/memoria/</link>
			</item>
	<item>
		<title>CREPÚSCULO</title>
		<description>minha
terra é reduto
de
perfumes
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/29/crepusculo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>encontro</title>
		<description>                   asteróides
                   corpos nus
                   nossos
                   olhares
              se chocam
                   ateus
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/29/encontro/</link>
			</item>
	<item>
		<title>aquele que não é Ícaro</title>
		<description>sou
composto
de pássaros.                          vôo em chamas
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/28/aquele-que-nao-e-icaro/</link>
			</item>
	<item>
		<title>PERTeNCIMENTO</title>
		<description>cresci nos quintais que sempre deram guarida ao pó das  coisas antigas
                                ,           como um pavio queimado ou um frasco de cinzas dormidas.
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/27/pertencimento/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DEGOLADO</title>
		<description>depois devoro
a
mais profunda
                                   solidão do século
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/26/degolado/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Inverno em Luzinde</title>
		<description>
MARGARIDA MARTINS


fotografia de Margarida Martins -  mote para os poemas de hoje
mais Margarida Martins em http://www.flickr.com/photos/margaperola/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/26/inverno-em-luzinde/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ARENGAR</title>
		<description>o olho não quer este naufrágio.   este escombro. já disse:  tua retina não é entulho     ou      raiz de escombros.               não.                             não deixe qualquer um fuçar.             as retinas são os primórdios da primavera                             contém  toda  história do barro.           todos os sonhos estão dentro.        nuvens de azulejos       e talha pássaros e fascina.                  ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/26/arengar/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESACALANTO</title>
		<description>última parte
 
naquele momento um engasgo de solidão,       um ronco de pus,                      um eco de vômitos,          um cabresto soluçante.        tudo    tudo  tudo  refugiou-se nos frágeis braços de dona Sinhora, que aos 84 anos continua  recolhendo
as piores 
rachaduras da vida
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/26/desacalanto-4/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Vi</title>
		<description>tua pele
disseminou
- se de flores

( infatigáveis )
&#160;
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/25/vi/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESACALANTO</title>
		<description>terceira parte

e na casa de dona Sinhora só uma porção de água salinizada plantou-se na fundura da dor o sangue perdera a mais remota ilusão os olhos eram restos de molambos esquecidos partituras queimadas. no piso de terra vermelha fica geraldo . tangido como se fosse uma lasca de lenha ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/23/desacalanto-3/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESACALANTO</title>
		<description>segunda parte

no terreiro de barro enrugado as folhas do mandacaru se amontoam nas frestas da cerca encaliçada. no céu acinzentado, o derradeiro anuncio de poucas nuvens. tudo é fotografia de outra braba estiagem. enquanto um besouro sobrevoa um tamboreto , feito com couro de cabra, um homem (nome endurecido) se ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/21/desacalanto-2/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESACALANTO</title>
		<description>primeira parte

na vila guassussê, distrito de orós ,na longínqua província do Siará, o pôr do sol surge inquietante. o calendário crava vinte de dezembro.
na rústica casa de dona Sinhora o escuro adentra a água do velho pote, que recostado na soleira da porta é o único tesouro da família.
dependurada num ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/18/desacalanto/</link>
			</item>
	<item>
		<title>manhatãbem</title>
		<description>vagar
com
sede
.
nenhuma cacimba
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/18/manhatabem/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de saudades</title>
		<description>a saudade
, eita elemento bruto ,
transplanta para as retinas
uma coroa
de desgosto
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/18/de-saudades/</link>
			</item>
	<item>
		<title>como colocar um título onde me falta?</title>
		<description>de onde vinha aqule fogo amestrado? aquele latido incandescente? olhos de cetins sutis. olhos pairando sobre meus escombros. era carnificina? era estrela a desmontar meu peito. galagando meus atalhos indecisos. sim. o que era aquilo? vou ter que me arrastar sobre aquela sobra. sobre aquele galope de faca rasteira. eu ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/17/como-colocar-um-titulo-onde-me-falta/</link>
			</item>
	<item>
		<title>À ELA</title>
		<description>entrego
um repertório
de carícias.
 
.
 
ao entrar no
mar
lavo a poeira do exílio
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/16/ela/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ELA</title>
		<description>LUIZ CARLOS RUFO







"ELA"
pintura de Luiz Carlos Rufo -  mote para os poemas de hoje
mais Luiz Carlos Rufo http://www.luizcarlosrufo.blogspot.com </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/16/102/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ORAÇÃO</title>
		<description>teu sexo
é estrada alumiada.

inventário para bocas tristes.

teu sexo
reacende pétalas
perdidas.
é precipício
, dentro dos meus ossos.
(Mario Cezar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/15/oracao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>nota de folhetim</title>
		<description>os olhos dele
os olhos dele pareciam dois gritos
os olhos dele pareciam dois gritos na noite
os olhos dele pareciam dois gritos na noite de lua cheia

e ela sereia no dia da santa
e ela matreira de olho na santa
e ela cabreira sem o aval da santa
ignora
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/15/nota-de-folhetim/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MOÍDO</title>
		<description>naquela estrada o rosto é uma caliça. o sangue se desordena em contato com o quebranto. qualquer coração mingua, de tanto aperreio. tudo se retalha, como molambo. esperança
é ave
de arribação.
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/13/moido/</link>
			</item>
	<item>
		<title>TERRA SANTA</title>
		<description>não. não migre.
aqui
o mar abençoa a carne
.
o beijo não teme
a
verdade
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/13/terra-santa/</link>
			</item>
	<item>
		<title>RECADO</title>
		<description>em teus rios
bebi
a seiva mais
selvagem dos jasmins

quanto ao
poema
se fez pássaro
&#160;
&#160;
&#160;
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/12/recado/</link>
			</item>
	<item>
		<title>vício</title>
		<description>eletrifica.
fulmina a sanidade travestida.
como quem desdobra guardanapos
sem ter mãos.
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/12/distinto/</link>
			</item>
	<item>
		<title>BILHETE</title>
		<description>oh! querida. haveremos de carregar o pigmento dos arrebóis. nosso lugar hospeda estrelas e consente a soberania das águas
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/11/bilhete/</link>
			</item>
	<item>
		<title>BENDITOS</title>
		<description>eis os versos
(ou fragmentos desprendidos
pela maturidade
dos rios)

oferto
a todos
que repartiram o
calor do
pão
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/09/benditos/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de LEGENDAS e LATUNIA</title>
		<description>oh! Ceará : desde menino sempre procurei em teu relevo os fragmentos do mel de jandaíra. de agora em diante batizo teu mapa de flor acuada, de ave machucada. de agora em diante direi que o poema expressa o fogo das legendas insubmissas. que o diga a cantoria de patativa ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/08/de-legendas-e-latunia/</link>
			</item>
	<item>
		<title>GRAMÁTICA</title>
		<description>sim. eis as
sementes do sereno
cearense
(todas reluzentes)

pra quem não sabe
sereno é água cristalizada
no vento
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/07/gramatica/</link>
			</item>
	<item>
		<title>do amor</title>
		<description>o amor
rege
buquês
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/02/do-amor/</link>
			</item>
	<item>
		<title>INSÔNIA</title>
		<description>o céu é
um
esconderijo

( para soluços desenganados )
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/01/insonia/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Niños en los pupitres</title>
		<description>
TADEUSZ KANTOR 





&#160;

obra de Tadeusz Kantor -  mote para os poemas de hoje
mais Tadeusz Kantor em http://tadeusz.kantor.free.fr/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/10/01/ninos-en-los-pupitres/</link>
			</item>
	<item>
		<title>QUAL</title>
		<description>qual  pedra
,
sem aflição
.
 
qual beijo
,
sem explicação
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/30/infatigavel/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de peleja</title>
		<description>o amor
é
um mapa
  
                 (desconhecido)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/29/de-peleja/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESTINO</title>
		<description>o perfume tem
liberdades
 
                   ( que perdi )
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/28/destino/</link>
			</item>
	<item>
		<title>s/ título</title>
		<description>
PAULO PAMPOLIN 
 

foto de Paulo Pampolin -  mote para os poemas de hoje
mais Paulo Pampolin em http://www.photo.net/photos/pampolin </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/28/64/</link>
			</item>
	<item>
		<title>FOME</title>
		<description>teus olhos
ou
lamparinas enriquecidas
na dinastia dos orvalhos

tua pele
ou
flora com os mandamentos
da terra morena

teus lábios
ou
talismãs acesos
pela escritura do vinho

teu nome
ou
verbo soberano
. lúcido como o princípio da chuva

teu sexo
ou cuia de precipício
( estrada de buquês
inesgotáveis )
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/24/fome-2/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MATRIMÔNIO</title>
		<description>ensaiar um
fogo

- que nos carregue -
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/23/matrimonio/</link>
			</item>
	<item>
		<title>sinais</title>
		<description>carta de bordo.
diário. taquigrafia. telégrafo.
aviso. reclame. notícia.
espístola. mensagem.
sinaleiros no meio do mar.
e UM sem Número de SENTIDOs
todoS case sensitiveS.
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/23/sinais/</link>
			</item>
	<item>
		<title>PARTEIROS</title>
		<description>
abraçar
a
liberdade dos
pássaros
 
(antes que o sal abra outra fenda na alma)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/22/parteiros/</link>
			</item>
	<item>
		<title>O apanhador de poemas</title>
		<description>
VERA BASILE 


ilustração de Vera Basile feita para o livro "O apanhador de poemas", de Mario Quintana
 mote para os poemas de hoje
mais Vera Basile em: http://verabasile.fotoblog.uol.com.br/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/22/56/</link>
			</item>
	<item>
		<title>no parque</title>
		<description>a casa
de
espelhos
assovia
   vem
   vem
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/22/no-parque/</link>
			</item>
	<item>
		<title>FLUORESCÊNCIA</title>
		<description>a
flor
, também ,
argumenta com veneno
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/21/fluorescencia/</link>
			</item>
	<item>
		<title>do mar</title>
		<description>     era o mar o dela
     era a mar a dela
    era amaro dela o
                       mar
              era assim
        ela era assim

   e dela amaro era
o mar amar o dela
e amar o dela mar
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/21/omar/</link>
			</item>
	<item>
		<title>SILÊNCIO</title>
		<description>afaga o inventário
das
bocas

(tristes)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/20/silencio/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ARTEMISIA ABSINTHIUM</title>
		<description>
KITY AMARAL 





&#160;

pintura de Kity Amaral, mote para os poemas de hoje
mais Kity Amaral em: http://artemisia67.spaces.live.com/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/20/artemisia-absinthium/</link>
			</item>
	<item>
		<title>MANTRA</title>
		<description>perdoar.
até a mágoa
perder
o instinto
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/20/mantra/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ponto inespecífico</title>
		<description>você nem marcou
encontro
e eu cheguei
tarde demais?
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/20/ponto-inepacifico/</link>
			</item>
	<item>
		<title>INFATIGÁVEL</title>
		<description>desafiar
o
aço
.
 
ofício de pássaros
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/19/42/</link>
			</item>
	<item>
		<title>os brutos também amam</title>
		<description>FREDERICO MENDES 


foto de Frederico Mendes, que serve de mote para poemas que a ladeiam.
Mais Frederico: http://www.flickr.com/photos/frederico_mendes/ </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/19/os-brutos-tambem-amam/</link>
			</item>
	<item>
		<title>o amor era</title>
		<description>três pernas de aço
entrelaçadas em três braços
dois pescoços
embaraços
    que um pássaro-peixe laçou
em forma de coração
sobre um leito de madeira
para sempre
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/19/o-amor/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DE COMO NÃO SEI RESPONDER</title>
		<description>sim ana. já disse: teus olhos são fachos que incandeiam. são sagas.  e quem adentra  suas beiras? quem ousa extraviar o perfume que fica exposto nos atalhos? definir o caminho de pétalas? arregimentar o vôo? a noite alada?  tua pergunta foi posta para uma mão , que ...</description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/19/de-como-nao-sei-responder/</link>
			</item>
	<item>
		<title>no ar</title>
		<description>os olhos, como pássaros

pousavam de

galho

em galho
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/19/coquette/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ABOIO</title>
		<description>reacende o caminho
.
toda pétala
quer um
encontro
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/17/aboio/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ARRIBAÇÃO</title>
		<description>é minha fala. aboio que já nasceu depenado (sob o clamor dos açudes). é meu nome. este latejo de fogo submerso. nunca escondi, no aceiro dos lábios, o hálito da poeira. sim. isso mesmo. sou esta arquitetura de coisas esquecidas. cuidado: carrego uma reca de facas
todas insones
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/12/arribacao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>visão</title>
		<description>vê-se uma gleba em levante,

transeuntes noturnos

obscuros

buracos negros siderais;

vê-se o céu sem futuro,

em silêncio mútuo;

vê-se: animal

condena

se vê:

uma cadela no cio. um gato no cio. um homem no cio,

o mundo no cio

o cio

todo o cio;

vê-se um bando de pássaros também;

vôos além, mais.
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/12/26/</link>
			</item>
	<item>
		<title>CAÇUÁ</title>
		<description>tua casa
é
porto para os derradeiros
crepúsculos

tanto
, que o mel cavalga na boca
dos homens cansados
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/09/cacua/</link>
			</item>
	<item>
		<title>INCANDESCER</title>
		<description>escrever
é
entregar
a própria carne.

(toda roída)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/08/incandescer/</link>
			</item>
	<item>
		<title>de nome</title>
		<description>falo
do
vocábulo

(apartado na faca de setes gumes)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/07/de-nome/</link>
			</item>
	<item>
		<title>NOVENA</title>
		<description>as mãos queriam
-apenas-
abraçar a liberdade
dos
pássaros
(antes que o sal abrisse
outra fenda na alma)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/05/novena/</link>
			</item>
	<item>
		<title>PRIMEIRO INCÊNDIO</title>
		<description>os seios são
oferendas

( ou maçãs conservadas na oitava sinfonia do fogo)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/04/primeiro-incendio/</link>
			</item>
	<item>
		<title>RAPADURA CONSAGRADA</title>
		<description>e a palavra?

precisa de maturidade
para alcançar
o segredo
do vôo
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/03/rapadura-consagrada/</link>
			</item>
	<item>
		<title>FRESTA</title>
		<description>o
escuro
tem lucidez

(nenhuma luz duvida)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/02/de-escuro/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ARRIÉGUA</title>
		<description>o medo
foi
tanto
que a voz nasceu atrasada
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/01/arriegua/</link>
			</item>
	<item>
		<title>pequeno drummondiano</title>
		<description>desapega, José.
                      solta a pedra
                      salta a pedra
                      sai da pedra
vira ar
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/09/01/pequeno-drummondiano/</link>
			</item>
	<item>
		<title>FOME</title>
		<description>teus lábios
-talismãs acesos-
tem as escrituras do
vinho

aqui começa o
indomável reino
do poema
(sem cabresto)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/08/31/fome/</link>
			</item>
	<item>
		<title>DESCABRESTO</title>
		<description>não herdei
da
pedra a
concisão do silêncio
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/08/30/descabresto/</link>
			</item>
	<item>
		<title>pena, ela&#8230;</title>
		<description>sua personalidade era austera

meio disfarce de boa moça

e num rasgo do canto da boca

uma falsa alegria existia

ela não era quem dera

não a ti nem a si

conhecia
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/08/30/pena-ela/</link>
			</item>
	<item>
		<title>CANTIGA DE SOL</title>
		<description>ofereço versos de sonoras
magrezas
( fragmentos desprendidos
pela maturidade dos rios)
a todos que ousaram
repartir o calor do pão

quis o cântico
das marés noturnas
,
o lume do mineral
cristalino
,
os seios mornos do
primeiro amor

quis a peixeira do
meu avô
para rasgar em praça pública
a carniça do medo
(sob o olhar do povo em festa)
(Mário Cézar) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/08/29/cantiga-de-sol/</link>
			</item>
	<item>
		<title>ESCREVER</title>
		<description>delinear palavras

o que alguns tomam por tolice

outros por déjà vu

(divagar)

lento é o caminho até elas

sulfurosas as umidades que exalam

(e todos os atributos que se possa lhes dar)

mesmo se abandonadas no caminho

lembrarem velhos manuscritos

nunca lidos

ou se todo o oposto acontecer

(com a delicadeza da explosão)

alçar
(Ana Peluso) </description>
		<link>http://rasuras.wordpress.com/2006/08/29/escrever/</link>
			</item>
</channel>
</rss>
