foram as catarses ditas infiéis
que fizeram o inferno do céu ao meio-dia
um tombadilho a queda uma alforria
de ventos soprando a vida um segundo
para a frente
quem teme o corpo livre no espaço?
tudo já foi dito ou há esperança?
o amanhã é laranja ou acidentado?
quem sabe mais do que quem sobre tudo?
em ângulos tímidos
vãos surgem através das portas
deixam ver a poeira do sempre
e nada do sublime que não se previa
a fé que no escuro o silêncio faça eco
a descrença na infidelidade
como única virtude
desse momento em diante
foram as catarses que escreveram um futuro
(Ana Peluso)
… Não apenas, mas também de nós, depende o futuro ser laranja ou acinzentado… Acidentes de percurso fazem parte, deste caminhar maluko que é o viver neste mundo onde nada é de ninguém, a não ser sua própria vontade!… A desesperança me parece um poço de amarguras, enquanto o sonho insistente se me afigura como uma fonte de energia e desejo de vida, prazer, doçura!… Sigamos acreditando, em cores e poesia, em afetos que se entrecruzam pelos céus cinza-azulados, em energias que se encontram e combinam, pelos caminhos da Terra!… Só este acreditar pode fazer germinar as sementes restantes, fazer florescer e frutificar o melhor de cada um, a despeito de dores, cicatrizes, acidentes, amarguras… Ninguém é dono de verdades absolutas… mas cada um constrói ou molda suas próprias (e mutantes!) verdades… aquelas que motivam cada um a seguir, em frente…a cada segundo… depois de cair aqui neste mundo misterioso e alucinante!… Para mim, o melhor que há é o afeto real entre os seres, especialmente alquimizado na arte, nas artes, na Poesia!…
Beijos alados, Ana!
e percebo as indagações do seus sentires íntimos…
Analuka, aprecio, emocionada, a solaridade que te envolve…
Cristiano, é mais ou menos por aí. Indagações, indagações, nenhuma resposta, e o jogo não termina.
aqui, esta fé no escuro invadindo, vindo daí…
Ana, um e-mail meu pra vc, viu?
Bjs
Queria estar bem pertinho para te dar um abraço dourado!!! Mas, ao menos, sinta forte e azul o meu abraço alado!… Amada, todos nós temos MUITAS indagações e POUCAS respostas!… Mas vamos seguindo, singrando, sonhando, semeando, saboreando as agridoçuras da existência….
Gostei muito, inspirado, parabéns !
Um poema que percorreu-me pela espinha,
assim com um arrepio de realidade
assim como essas paixões que traem nossos sonhos
e mesmo assim nos atraem como uma unica
estrela na escuridão de um abismo.
mas que brilha como seus poemas
Sempre em meus poemas sinto a pressão do tempo,onem um grande amigo fez 50 anos e ele esta cada vez mais jovem mais vivo… “tempo…tempo…tempo…
porque ele nunca cessa, e bate apressadamente
ou lentamente dependendo daquelas escolhas, maravilhosamente tantas!
Durante o presente, as vezes acho que o tempo mais precioso nos não consegui-mos medi-lo nem nas rugas, nnem em fotografias nem contando minutos, esse tempo só tem medida em poemas,voce ja conseguiu colocar dentro do tempo aquele abraço, quando dois corações frente a frente se comunicam e o tempo para, aquele encontro de almas…
e voce paira em outra dimensão, e sente o tum…. tum. . . tum..tum..tum
não mais sabe se é o seu coração ou o do outro que sobressalta, ao mesmo tempo preso nos braços do abraço, voce é a mais livre das criaturas e voa
no mais precioso da sua historia num tempo sem horas num paraiso sem chão, aquele pequeno encontro de braços e corações onde as almas se tocam
nao tem intenções, pois vai alem da intenção ja é a intenção maior no ato to em gesto…
P’ra mim fica de fora o tempo e o espaço tocamos não com as mãos, mas com dois corações a eternidade.
Um grande e-terno abraço
O corpo que será poeira, tua poesia tem densidade.
E mando um poema para uma artesã do verbo, que dá um sentido mais puro às palavras da tribo..
Oscilações na radiação do buraco negro
Uma novidade, não a trouxe.
Nem poderia tê-la trazido.
Uma cavidade ressonante há se houve:
O meu ministério na fronteira sem sentido.
Madalena não leu as baladas
Nem descobriu o motivo.
Madalena foi na feira
E escolheu a essência
E recolheu os mendigos.
Lá no norte
Não há sobra de estoques
E o capitalismo
Perfila na ausência do final do juízo.
Não há costume sem trema,
A poeira
É meu retorno.
E tudo é novo,
E tudo cabe
E tudo é isso.
+ em alexsartorelli.blogspot.com
Beijos