a flor que nasceu feia
mas flor
furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio
a flor se perpetuou
proliferou-se, pálida
em maldição
mora no mundo e nas casas
nas coisas e nas pessoas
esfumaça-se no éter
perpassa a argamassa, a carne, ossos
o coração
mente!
não ilude nem a um santo
e sem alarde
pétala ante pétala
faz-se objeto-
testemunho anarquista
do ódio de todos
uau!
Nessa conversa com Drummond, fiquei sem fôlego…
MUITO BOM, flor!!!
Te beijo,
Bia
Bia, só a insônia me redime dos meus sonhos vãos.
Beijo,
Vou tentar dormir.
Parece que esta flor é do Baudelaire…
Beijão.
boa semanapoesiasanta!
abs.tertu
“Não há nada de mágico ou de sobrenatural na estória da submissão feminina na sociedade patriarcal. No desfecho da fábula, a heroína é salva da morte e herda uma fortuna, porque reza e pede proteção divina. No conto de Perrault conhecido como Barba Azul, apesar de hoje excluído das histórias infantis devido à violência e também por não apresentar crianças como personagens, serve para delinear o premio e o castigo para o sexo feminino, tudo porque se trata de um casamento mal sucedido, pela prática bárbara do marido que matava as esposas e colecionava os cadáveres…”
RUFO
meu Deus, meu Deus…!
Muito profundo!
Apreciei.