você, vadia
expôs nossa vida no varal
pendurou as suas renúncias
na forma das vestes suas
sujas de sangue e de sêmem
e agora pergunta a todos
porquê eu olho para cima
quando passo na sua frente
(Ana Peluso)
você, vadia
expôs nossa vida no varal
pendurou as suas renúncias
na forma das vestes suas
sujas de sangue e de sêmem
e agora pergunta a todos
porquê eu olho para cima
quando passo na sua frente
(Ana Peluso)
Uau, que bom encontrar duas belas doçuras juntas aqui!!! Ana e Leiluka, adoráveis almas aladas, azuis, encantadoras e encantadas. Linda foto, já tinha apreciado em outras paragens, e o poema, provocativo, está ótimo! Beijos duplicados.
Estar perto de tuas palvras é sempre um encanto.
Beijos, querida.
Ana, tu me tocas e faz com que os mortos que tento enterrar rescucitem.
Nossos mortos sempre foram meio parecidos, né?
Que cousa…
…Parece-me que alguns fatos, nomes, amores jamais morrem dentro de nós, por mais que tentemos enterrá-los!… Mesmo longe, afastados ou ausentes, sua presença é perpetuada vivamente na memória, eles flutuam nas lembranças como fantasmas ou flores imortais… parte de nós, impregnam nossa pele…da alma…