rasuras

9 meses de duos poéticos

a limpo Março 26, 2007

Arquivado em: ana peluso — ana peluso @ 8:35 am

você, vadia
expôs nossa vida no varal
pendurou as suas renúncias
na forma das vestes suas
sujas de sangue e de sêmem

e agora pergunta a todos
porquê eu olho para cima
quando passo na sua frente

(Ana Peluso)

 

5 Responses to “a limpo”

  1. Ana Kaminsky Says:

    Uau, que bom encontrar duas belas doçuras juntas aqui!!! Ana e Leiluka, adoráveis almas aladas, azuis, encantadoras e encantadas. Linda foto, já tinha apreciado em outras paragens, e o poema, provocativo, está ótimo! Beijos duplicados.

  2. leilalopes Says:

    Estar perto de tuas palvras é sempre um encanto.
    Beijos, querida.

  3. Fernanda Cintra Says:

    Ana, tu me tocas e faz com que os mortos que tento enterrar rescucitem.

  4. anapeluso Says:

    Nossos mortos sempre foram meio parecidos, né?
    Que cousa…

  5. Ana Kaminsky Says:

    …Parece-me que alguns fatos, nomes, amores jamais morrem dentro de nós, por mais que tentemos enterrá-los!… Mesmo longe, afastados ou ausentes, sua presença é perpetuada vivamente na memória, eles flutuam nas lembranças como fantasmas ou flores imortais… parte de nós, impregnam nossa pele…da alma…


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