os olhos dele
os olhos dele pareciam dois gritos
os olhos dele pareciam dois gritos na noite
os olhos dele pareciam dois gritos na noite de lua cheia
e ela sereia no dia da santa
e ela matreira de olho na santa
e ela cabreira sem o aval da santa
ignora
(Ana Peluso)
olhos de noite, seriam estúpidos olhos profundos.
beijo.
de onde vinha aqule fogo amestrado? aquele latido incandescente? olhos de cetins sutis. olhos pairando sobre meus escombros. era carnificina?era estrela a desmontar meu peito . galagando meus atalhos indecisos. sim. o que era aquilo? vou ter que me arrastar sobre aquela sobra. sobre aquele galope de faca rasteira. eu quero este aboio. este mel pagã. ou será veneno cru. até quando vou pernoitar com este nome , este novelo de sal?
Os olhos são espelhos da alma, a visão é atenção íntima do ser…
Ana, Ana… quanta emoção!